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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Mobilizações pelo clima em setembro

Mäyjo, 20.09.19

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«Em setembro de 2019, milhões de pessoas sairão de seus trabalhos e lares para ir às ruas, lado a lado com jovens em mobilizações pelo clima, para exigir o fim da era dos combustíveis fósseis.


Nossa casa está em chamas – precisamos agir com urgência. Exigimos justiça climática para todos.

JUNTE-SE ÀS MOBILIZAÇÕES PELO CLIMA EM SETEMBRO

Junte-se aos jovens que vão estar nas ruas durante a Mobilização Global pelo Clima, numa semana de ações que vão exigir o fim da era dos combustíveis fósseis e justiça climática para todos.»

Fonte e mais informação em:  https://pt.globalclimatestrike.net/ 

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Encontre um evento perto de si em https://secure.avaaz.org/po/event/global_climate_strike/

«No dia 20 de setembro, Greta Thunberg liderará a maior Mobilização Global pelo Clima de todos os tempos, dias antes de uma crucial Cúpula Climática da ONU em Nova York.

E onde quer que estejamos, o que quer que estejamos fazendo, todos podemos participar deste momento histórico para o nosso planeta.

Não importa se você está sozinho, com colegas de trabalho ou em uma grande manifestação nas ruas - use a ferramenta abaixo para carregar uma foto sua  com um cartaz apoiando a mobilização e depois convide seus amigos e familiares para fazerem o mesmo!

Se você também enviar sua foto para a mídia social, use as seguintes hashtags: #ClimateStrike #ClimateHope»


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Fonte e site pata partilhar a foto da sua luta em: https://secure.avaaz.org/campaign/po/global_climate_strike_photos_sptl11/

HAMBURGO PROÍBE CÁPSULAS DE CAFÉ E GARRAFAS DE ÁGUA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Mäyjo, 28.03.16

 

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A cidade de Hamburgo, a segunda maior da Alemanha, vai proibir a utilização de cápsulas de café e garrafas de água nos escritórios e instalações de serviços públicos, de acordo com o jornal francês Le Monde.

A nova legislação faz parte de um documento de 150 páginas chamado The Guide to Green Procurement – “O Guia para as Compra Ecológicas”, em português. O documento revela, em detalhe, as medidas amigas do ambiente que deverão entrar imediatamente em vigor em todos os serviços públicos de Hamburgo.

Entre as 150 regras estipuladas pelo documento está a proibição de todo o tipo de embalagens descartáveis, garrafas de cerveja, pratos e talheres de plástico. O documento elimina também a possibilidade destes serviços utilizarem produtos de limpeza à base de cloro, ambientadores poluidores, para além de implementar regras muito rígidas no que toca à iluminação e encorajar os trabalhadores a utilizarem os transportes públicos.

Segundo o Le Monde, todas estas medidas pretendem acabar com os gastos de dinheiro público em produtos ou acção que possam acabar por poluir a região. Desta forma, os habitantes de Hamburgo – os mais ricos da Alemanha – vão financiar uma revolução verde naquela cidade.

Ainda de acordo com o jornal francês, estas novas medidas só foram possíveis graças à forte presença regional do Partido Verde alemão. Recorde os primeiros resultados do projecto Building SPP, financiado pelo programa europeu Life+ e que pretende promover as compras públicas sustentáveis na Europa. Em Portugal, o projecto é coordenado pelo LNEG.

Foto: Joe Shlabotnik / Creative Commons

 

A revolução do Naquichevão

Mäyjo, 11.12.15

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NAQUICHEVÃO: O SEGUNDO RENASCIMENTO DA REGIÃO ONDE NOÉ SE INSTALOU DEPOIS DO DILÚVIO

Já ouviu falar do Naquichevão – ou Naquichevan? Provavelmente não, como nós, mas a história desta república autónoma do Azerbaijão, com quem nem sequer faz fronteira, é pautada por violência, lutas territoriais e, mais recentemente, ações ambientais que nos deveriam corar de vergonha por não fazermos mais pelas nossas próprias florestas.

Mas já lá vamos.

O Naquichevão é um enclave do Arzebaijão entre a Arménia – norte e leste – o Irão – sul e oeste – e a Turquia, com quem tem uma pequena fronteira de apenas nove quilómetros, no rio Arax. Para complicar ainda mais a sua já de si complexa situação geográfica, o fim da União Soviética levou-o para fronteiras hostis – a Arménia, com quem o Azerbaijão mantém um conflito por causa de Nagorno-Karabakh; e o Irão.

É no final dos anos 80 que começa esta história. Com o fim do poder soviético e a guerra entre Arménia e Azerbaijão a sabotar as linhas férreas, o Naquichevão ficou cortado do resto do mundo. O acesso a bens essenciais, como combustível, tornou-se praticamente impossível. Sem gás ou carvão para sobreviver aos duros Invernos, a alternativa foi cortar as florestas, já de si degradadas devido ao desenvolvimento agrícola dos anos 60 e 70.

A destruição das florestas originou, por sua vez, constantes inundações e erosão do solo. Alguns anos depois, em vez de esperar por ajuda internacional, os governos locais, proactivamente, desenvolveram um programa de reflorestação. Todos os domingos, cidadãos juntavam-se para plantar novas árvores.

Hoje, com as linhas férreas restabelecidas através da Turquia, as árvores crescem saudavelmente em toda a região. “Os cidadãos querem o regresso das suas velhas florestas”, explica o Good.

O programa de reflorestação do Naquichevão não é o único no mundo – há dezenas de Governos e ONG que apoiam projectos idênticos no Belize, Butão, Cambodja, Moçambique, Haiti, Laos ou Madagáscar, só para darmos alguns exemplos, mas este é o único – ou dos únicos – desenvolvido proactivamente pela população, numa situação geográfica muito complexa.

Nestas alturas, a consciência ambiental costuma ser a última coisa na cabeça das pessoas. Não foi este o caso, porém. “Depois de falar com os naquichevaneses é fácil perceber por que razão esta missão é tão importante para eles. É bom, depois de tanta privação, ver algo verde outra vez. E provar novamente que eles não se vão abaixo facilmente”, explica o agregador.

As árvores representam o renascimento, e é isso que os cidadãos desta região querem hoje. Ou não fosse no Nacquichevão que, segundo uma das lendas, Noé se instalou depois da tempestade.

 

UMA EMBALAGEM DE DETERGENTE FEITA A PARTIR DE PLÁSTICO RECOLHIDO NO MAR

Mäyjo, 05.11.15

Uma embalagem de detergente feita a partir de plástico recolhido no mar (com VÍDEO)

Um dos projetos de sustentabilidade global mais entusiasmantes dos últimos tempos é português e está a ser desenvolvido pela Logoplaste, fabricante de embalagens de plástico com sede em Cascais.

Denominada Ecover, esta é uma embalagem de detergente feita a partir de plástico recolhido dos mares e praias. “Pretendemos valorizar estes resíduos, porque isso significa que eles são recolhidos e integrados dentro do circuito de reciclagem”, explicou ao Economia Verde Paulo Correia, director da Logoplaste.

O projecto foi desenvolvido em parceria com a Waste Free Ocean e recolhe resíduos plásticos ao largo da costa belga e britânica. Numa primeira fase, apenas 10% do plástico da nova embalagem será retirado do mar, mas a Logoplaste espera aumentar esta percentagem.

“O Waste Free Ocean criou um circuito de recolha, desenvolvido por pescadores. Estes resíduos foram integrados na reciclagem e integrados no circuito de produção”, continuou o responsável da Logoplaste.

Para além da inclusão de plástico recolhido no mar na embalagem, a forma da própria garrafa foi pensada para promover a sustentabilidade. “Foram aplicados os princípios de design estrutural dos radiolaria e, no fundo, foi aplicado o princípio de design estrutural das diatomáceas”, explicou ao Economia Verde Carlos Rego, designer da Logoplaste.

Foram estes microrganismos que influenciaram a o design da embalagem, num processo conhecido como biomimetismo. Estes dois princípios de design estrutural permitiram uma redução do peso da embalagem em 20% – enquanto o peso standard desta embalagens ronda os 30 ou 32 gramas, a embalagem da Logoplaste tem apenas 25 gramas.

Este foi o primeiro projecto da Logoplaste com estas características específicas, ainda que o plástico reciclagem não seja propriamente uma novidade na empresa: entre 30 a 40% dos produtos desenvolvidos pela gigante portuguesa têm o plástico reciclado como base. “Falar de reciclagem é hoje normal, mas há 15 anos, quando começámos a praticar este conceito, não era. Todos os projectos que hoje saem da Logoplaste têm uma componente muito grande de reciclagem”, explicou Paulo Correia.

Veja o episódio 289 do Economia Verde, um dos mais incríveis que já publicámos por aqui.

 

NIMBUS ECO: O PAPEL HIGIÉNICO ECOLÓGICO FEITO DE BAMBU E AÇÚCAR DE CANA

Mäyjo, 05.03.15

Nimbus Eco: o papel higiénico ecológico feito de bambu e açúcar de cana

De acordo com as estatísticas, cada norte-americano utiliza em média 23,6 rolos de papel higiénico por ano, o que resulta em graves perigos e danos para o ambiente. Agora imagine a quantidade de árvores que são necessárias para fabricar papel higiénico para toda a população mundial.

Tal como as lâmpadas incandescentes estão a ser progressivamente substituídas pelas lâmpadas economizadoras, também o papel higiénico feito à custa das árvores deveria ser substituído por uma alternativa mais sustentável. É exactamente esta alternativa mais ecológica que o Nimbus Eco propõe.

A Nimbus Eco é uma marca que fabrica vários produtos de papel. Um deles é o papel higiénico produzido a partir de bambu e açúcar de cana, que foi apresentado na edição deste ano do festival de música Coachella, na Califórnia. Mark Samuels e Josh Askin, os fundadores da marca, passaram meses a testar várias formas alternativas ao papel produzido a partir das árvores, até que chegaram à combinação de bambu com açúcar de cana, refere o Inhabitat. O bambu confere resistência ao papel e o açúcar suavidade. Adicionalmente, o bambu é uma das plantas que cresce mais rápido e o açúcar de cana é um bioproduto que resulta da extracção do açúcar das canas.

Tanto o bambu como o açúcar de cana utilizados são cultivados manualmente para ajudar a reduzir as emissões de dióxido de carbono. A marca disponibiliza embalagem de três tamanhos, tanto par uso doméstico como para uso em espaços públicos.

Segundo os criadores da marca, se cada habitante dos Estados Unidos substituísse apenas um rolo de papel convencional por um Nimbus Eco era possível salvar cerca de 470 mil árvores por ano. A marca oferece ainda outros produtos ecológicos de papel, como guardanapos, toalhas de mão de pratos de papel.